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VINICULTURA

Projeto busca Denominação de Origem para os Vinhos de Inverno do Sul de Minas

Iniciativa busca reconhecimento oficial da identidade dos vinhos produzidos em Andradas e região junto ao INPI

Publicado em 20/05/2026 às 11:00
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Ação é coordenada pelo Grupo Vitácea Brasil e Epamig (Foto: Epamig)

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) participa como subcoordenadora de um projeto que pretende obter a “Denominação de Origem” dos vinhos de inverno produzidos em Andradas e outras cidades do Sul de Minas Gerais.

A proposta foi apresentada pelo Grupo Vitácea Brasil com o objetivo comprovar que os vinhos finos da região possuem características próprias, associadas às condições geográficas locais.

O trabalho envolve estudos sobre clima, solo, fisiologia da videira no manejo de dupla poda, além de análises químicas e sensoriais dos vinhos, caracterização territorial, histórico produtivo e perfis aromáticos.

A Epamig ficará responsável pelo suporte metodológico nas etapas de validação territorial. Também participam do projeto a Embrapa Uva e Vinho, a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).

Segundo a enóloga da Epamig, Angélica Bender, a instituição realizará microvinificações e análises básicas, enquanto a Embrapa cuidará das análises de compostos fenólicos e sensoriais. Já o IFRS e a Ufla atuarão na caracterização de clima e solo.

Os vinhos de inverno do Sul de Minas já possuem Indicação Geográfica na modalidade Indicação de Procedência, concedida em fevereiro de 2025, reconhecendo o saber fazer da região. O selo abrange dez municípios e sete vinícolas.

A nova etapa busca elevar esse reconhecimento à Denominação de Origem, que exige a comprovação de que as características do produto estão diretamente ligadas ao meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.

O projeto ainda prevê a definição da área exata da Denominação de Origem, dentro da atual região da Indicação de Procedência, com base em estudos de compatibilidade de solo e homogeneidade territorial.

As pesquisas já estão em andamento e têm duração prevista de 36 meses.

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