A empresa australiana Meteoric anunciou o início de estudos voltados à etapa de refino de terras raras no Planalto de Poços de Caldas. O processo envolve a separação de elementos utilizados na indústria de alta tecnologia, como neodímio e disprósio.
Atualmente, a companhia já opera uma planta-piloto em Poços de Caldas, responsável pela produção de carbonatos de terras raras - um pó branco que reúne os 17 elementos desse grupo.
Agora, a nova fase prevê o avanço para o refino, que permite a separação individual de cada elemento. Segundo a empresa, os estudos já em andamento buscam viabilizar a separação desses elementos em laboratório.
Apesar dos avanços, a empresa destaca que o foco atual segue sendo o licenciamento ambiental do Projeto Caldeira, que prevê a extração da argila - minério que contém as terras raras - e a produção do carbonato em escala industrial.
Em março deste ano, a Meteoric protocolou a documentação necessária para solicitar a licença de construção do empreendimento. Já a etapa de refino permanece em fase de pesquisa.
O projeto de exploração de terras raras abrange a área da cratera de Poços de Caldas, que possui cerca de 800 km² e inclui, além de Poços de Caldas, Andradas, Caldas e Águas da Prata. Segundo estimativas, a região pode conter cerca de 300 milhões de toneladas de terras raras.