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RECONHECIMENTO

EPAMIG desenvolve tecnologia para identificar origem de vinhos, cafés e azeites mineiros

Pesquisa inclui vinhos de inverno e cafés de Andradas e diferentes regiões de Minas Gerais

Publicado em 06/10/2026 às 15:15
Atualizado em

Estudos analisam características dos produtos (Foto: EPAMIG)

A identificação da origem de produtos agropecuários está no centro de um projeto conduzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) desde 2023. A iniciativa busca desenvolver métodos capazes de rastrear e comprovar a procedência de vinhos, azeites e cafés produzidos no estado.

O trabalho é realizado em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande do Sul, e o Instituto Senai de Tecnologia Ambiental, de Santa Catarina. Entre os produtos analisados estão os azeites da Serra da Mantiqueira, os vinhos produzidos pelo sistema de colheita de inverno e cafés de diferentes regiões mineiras, incluindo áreas produtoras de Andradas e da região.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizam análises químicas e físicas, além de técnicas como metabolômica, análise de isótopos e caracterização físico-química. A intenção é encontrar características específicas que funcionem como uma espécie de identificação própria de cada produto, permitindo relacioná-lo à região onde foi produzido.

Segundo o diretor de Pesquisa e Inovação da EPAMIG, Trazilbo de Paula, a pesquisa foi proposta devido à atuação da empresa nas cadeias produtivas de vinho, do azeite e do café. As ferramentas desenvolvidas deverão permitir maior controle sobre a origem e a qualidade dos produtos, além de contribuir para sua valorização.

O professor e pesquisador da UFSM Leandro Carvalho explica que a análise de isótopos de carbono e de outros elementos pode ajudar a verificar se um vinho realmente corresponde à região informada, levando em consideração fatores como solo e clima. A tecnologia também pode contribuir para identificar possíveis falsificações.

A pesquisa não se limita aos produtos já prontos para comercialização. Os pesquisadores também analisam materiais de etapas anteriores da produção, como o café ainda verde e folhas de oliveiras e videiras. Dessa forma, o estudo acompanha diferentes momentos do ciclo produtivo.

O projeto tem previsão de conclusão em 2026. A expectativa é que os resultados contribuam para a formação de um banco de dados capaz de dar suporte à concessão de selos de Indicação Geográfica e ajudar a comprovar que determinado produto pertence, de fato, à região indicada.

As ferramentas desenvolvidas também poderão servir de base para uma futura estratégia voltada à criação de políticas públicas de controle e de mecanismos relacionados aos selos de qualidade.

Fonte: André Vince (com informações da EPAMIG)

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