PREJUÍZO
Onda de frio tardia pode trazer impactos para a agricultura andradense
Plantações de uva e de café foram afetadas pelas baixas temperaturas, falta de chuva e geadas
Publicado em
24/08/2020 às 23:00
Atualizado em
A onda de frio que atingiu a Região Centro Sul no Brasil no último fim de semana trouxe chuvas e baixas temperaturas para várias áreas de Minas Gerais. No Sul do Estado, especialmente em Andradas, a formação de geadas e granizo deixou os agricultores em alerta.
Vinicultura
Na última semana, uma chuva de granizo atingiu a produção de uvas na região de Andradas. De acordo, com o acompanhamento da equipe do Núcleo Tecnológico EPAMIG Uva e Vinho, apenas um produtor de vinhos de inverno na região não havia efetuado a colheita. “Nesse caso, a tela de proteção dos cachos preservou os frutos e as gemas dos ramos dos danos chuva”, conta o pesquisador Francisco Mickael Câmara.
Já para a colheita de verão, caso dos espumantes, a previsão é de prejuízos. “Alguns produtores já haviam realizado a poda, entre meados e fim de julho, e a chuva coincidiu com a florada”, completa Francisco.
Cafeicultura

Nos cafezais, o inverno seco e a previsão de prevalência dessas condições durante a primavera trouxe preocupações para a próxima safra. “De momento, podemos dizer que as lavouras, que tiveram grande produtividade neste ano, não estão em boas condições para a próxima safra. Isto, devido ao inverno seco e com grande amplitude térmica, dias quentes e noites frias, sentida, especialmente, pela desfolha. Passada esta frente fria e com o aumento das temperaturas, podemos ter o início da florada, mas como não há previsão de chuvas para setembro, fica uma incógnita sobre o pegamento. Precisaremos acompanhar essas condições para determinar como será a safra em 2021”, adverte o chefe-geral da EPAMIG Sul, Cesar Botelho.
O coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Café da EPAMIG, Rogério Antônio Silva, lembra que cuidados básicos de nutrição pós-colheita, manejo e podas podem amenizar possíveis prejuízos para a lavoura. “Os impactos variam em função da altitude, da intensidade das chuvas e da incidência ou não de geadas. O produtor deve avaliar as condições de sua área e, em caso de dúvidas, buscar a orientação técnica, junto à Cooperativa, à Emater- MG ou de um consultor”, recomenda.
Fonte: André Vince
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