CRIME
Gerente de posto é detido após suspeita de manipulação em bombas de combustível
Fiscalização apontou irregularidades em volume de gasolina do estabelecimento
Publicado em
11/06/2026 às 11:00
Atualizado em
Um homem de 27 anos foi preso na última terça-feira, 09 de junho, sob suspeita de envolvimento na comercialização de combustíveis com volume adulterado em um posto localizado na SP-215, no trecho entre Águas da Prata (SP) e Poços de Caldas (MG).
A ação ocorreu após denúncias que levaram policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de São João da Boa Vista, em conjunto com fiscais do Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem), até o local.
Durante a abordagem inicial, os agentes foram informados de que o gerente estava no escritório. Ele foi localizado e revistado, mas nenhum material ilícito foi encontrado com ele, embora seu celular tenha sido apreendido.
Na sequência, os fiscais realizaram testes nas bombas de abastecimento e identificaram divergências no volume de combustível entregue aos consumidores em diferentes bicos da terceira ilha. Em um dos pontos, foi constatada diferença de 1.447 ml a menos a cada 20 litros de gasolina, enquanto na segunda ilha o déficit foi de 1.428 ml no mesmo volume.
Segundo a Polícia Civil, o gerente ainda atravessou a rodovia e retornou ao posto durante a fiscalização. Em novos testes, as bombas passaram a apresentar volumes acima do esperado, o que levantou a suspeita de possível uso de dispositivos eletrônicos internos para alterar as medições.
A perícia foi acionada e recolheu amostras de combustível para análise. O Ipem também apreendeu componentes eletrônicos e interditou cinco ilhas de abastecimento, totalizando 26 bicos.
Após a ocorrência, o gerente foi encaminhado à delegacia, onde foi autuado em flagrante. Em seguida, ele foi levado para a cadeia de São João da Boa Vista, permanecendo à disposição da Justiça.
Conforme as investigações, há indícios de crime contra as relações de consumo, envolvendo fraude no volume de combustível em prejuízo dos consumidores.
O delegado responsável solicitou medida judicial para suspensão das atividades do posto até a regularização junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e ao Ipem.
Mesmo com parte das bombas interditadas, o funcionamento do posto não foi totalmente interrompido.
Fonte: André Vince
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