VINHOS EM DESTAQUE
Andradas integra projetos da Epamig para fortalecimento da vitivinicultura no Sul de Minas
Iniciativas incluem capacitação de produtores, incentivo à legalização de propriedades e valorização da tradição regional da produção de uvas e vinhos
Publicado em 17/06/2026 às 16:15
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está desenvolvendo dois projetos voltados ao fortalecimento e à valorização da vitivinicultura no Sul de Minas. As ações abrangem os municípios de Caldas, Santa Rita de Caldas e Andradas, com foco na produção de uvas americanas e vinhos de mesa por agricultores familiares.
Com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), os projetos contemplam a implantação de unidades demonstrativas com variedades de uvas híbridas destinadas à produção de espumantes, vinhos e sucos, além da realização de treinamentos para produtores rurais.
As iniciativas também envolveram estudantes do 6º ao 9º ano e crianças de duas creches de Caldas em atividades voltadas à valorização da história da vitivinicultura na região. Entre as ações promovidas, os alunos participaram da tradicional pisa da uva.
Segundo a enóloga da Epamig, Angélica Bender, até a década de 1980 a produção de uvas representava a principal atividade econômica da região. Na época, Caldas, Andradas e Santa Rita de Caldas abasteciam os mercados dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro com vinhos produzidos localmente. Atualmente, embora em menor escala, a atividade continua sendo importante para muitas famílias produtoras.
Outro eixo do trabalho está relacionado à regularização dos pequenos produtores de vinho. A iniciativa surgiu após produtores procurarem instituições parceiras para buscar alternativas de legalização dos estabelecimentos.
De acordo com a pesquisadora, uma das propostas discutidas é a criação de uma associação que permita a regularização individual das propriedades, preservando as características e a identidade de cada produtor. Entre as alternativas avaliadas está a aquisição de um caminhão de envase, medida que pode reduzir os custos para implantação das vinícolas familiares.
No início de junho, um grupo ampliado de produtores participou de uma reunião para discutir o processo de legalização. A próxima etapa prevê visitas às propriedades para avaliação das condições necessárias à regularização.
Embora ainda não exista um levantamento preciso sobre o número de viticultores familiares na região, a equipe observa um crescimento no interesse dos produtores em participar das ações de resgate e fortalecimento da atividade.
Além disso, o grupo de trabalho também analisa o potencial do enoturismo como alternativa de desenvolvimento regional. A iniciativa reúne representantes da Epamig, Emater-MG, Senar-MG, Sindicato dos Produtores Rurais, Sebrae, além de lideranças e órgãos públicos municipais.
Fonte: André Vince (com informações da Agência Minas)
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