CABE ATENÇÃO
Caso de raiva em bovino mobiliza ações de controle e liga alerta a produtores de Andradas
Vacinação de animais, monitoramento de propriedades e busca por abrigos de morcegos fazem parte das medidas adotadas
Publicado em 01/07/2026 às 13:15
A confirmação de um caso de raiva em um bovino em Andradas mobilizou equipes de vigilância e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que intensificaram as ações de controle na região onde a doença foi registrada.
Após o diagnóstico positivo, a Vigilância em Saúde Ambiental realizou um bloqueio vacinal em cães e gatos no bairro São José da Cachoeira. A medida busca criar uma barreira de proteção para evitar a circulação do vírus entre os animais e reduzir o risco de transmissão para seres humanos.
De acordo com o IMA, o protocolo inclui o retorno à propriedade onde o caso foi confirmado para verificar a existência de outros animais com sintomas, além da inspeção das áreas próximas em busca de abrigos de morcegos hematófagos, os principais transmissores da doença.
As equipes também visitam propriedades vizinhas para orientar produtores, verificar a ocorrência de mortes de animais com sintomas neurológicos e identificar possíveis locais de abrigo desses morcegos.
Durante o trabalho de campo, foi localizado um abrigo em uma casa desocupada, após um produtor rural encaminhar um vídeo à equipe veterinária. Pelas imagens, os técnicos identificaram a presença de morcegos hematófagos.
A raiva é uma doença infecciosa grave que acomete mamíferos, como bovinos, cães, gatos, macacos, morcegos e outros animais silvestres, além dos seres humanos. A enfermidade apresenta alta letalidade e é considerada uma zoonose grave.
Segundo os técnicos, a região possui características que favorecem a presença de morcegos hematófagos, especialmente por conta das áreas montanhosas, que oferecem abrigos naturais para esses animais.
A principal forma de prevenção é a vacinação anual do rebanho, com reforço para os animais que recebem a primeira dose. Mesmo que um bovino seja atacado por um morcego infectado, a imunização reduz significativamente a possibilidade de desenvolver a doença.
Os produtores também são orientados a não manter contato com animais que apresentem sintomas neurológicos. Caso seja necessário manuseá-los, a recomendação é utilizar luvas, evitar qualquer contato com a saliva e procurar imediatamente um médico-veterinário. Se houver exposição ao animal suspeito, a orientação é buscar atendimento no serviço de saúde o mais rápido possível.
Fonte: André Vince (com informações da ANTV)
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