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VITIVINICULTURA

Vinhos finos produzidos em Andradas e região conquistam mercado

Produção foi possibilitada pela adoção da Tecnologia de Dupla Poda da Videira

Publicado em 15/07/2024 às 14:15

Método de produção foi validado e difundido pela Epamig (Foto: Epamig)

Os vinhos finos produzidos em Andradas e região conquistam mercado. Notícias como esta têm se tornado cada vez mais frequentes, nos últimos anos. A dupla poda da videira técnica validada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) nas últimas duas décadas, tem garantido que regiões caracterizadas por verões bastante chuvosos possam colher as uvas para a vinificação nos meses de inverno, quando o clima é mais ameno e seco.

“Para produzirmos vinhos de inverno, precisamos de uvas com uma boa maturação tecnológica. Para que isso ocorra é necessário que o clima seja favorável. Realizamos a dupla poda para que estas uvas atinjam a plena maturação durante o inverno seco, com dias ensolarados e noites frias, condições ideais para síntese de açúcares e compostos fenólicos”, explica o enólogo da Epamig Filipe Casselli.

Os primeiros vinhos obtidos pela técnica chegaram ao mercado no início da última década e logo conquistaram espaço no circuito gastronômico e prêmios nacionais e internacionais. “As premiações nacionais iniciaram-se em 2016 e as internacionais em 2017. O primeiro vinho de colheita de inverno premiado foi o Chardonnay, da Vinícola Casa Verrone de Itobi-SP, na Expovinis 2016. Em 2017, a Casa Verrone recebeu a premiação com o vinho Syrah, eleito o melhor tinto Brasileiro. Também em 2017, a Vinícola Guaspari, de Espírito Santo do Pinhal-SP, ganhou medalha de ouro com o vinho Syrah e prata com o vinho Viognier e o mineiro Maria Maria Sauvignon Blanc conquistou bronze, no Decanter, maior concurso internacional de vinhos”, relembra o enólogo.

Em 2024, vários vinhos mineiros foram agraciados com medalhas de prata e bronze no Decanter: Barbara Eliodora Syrah (2023) da Vinícola Barbara Eliodora de São Gonçalo Sapucaí; Syrah (2021), Cabernet Franc (2021) e Viognier (não safrado) da Vinícola Casa Geraldo de Andradas; Sabina Syrah (2023) da Vinícola Sacramento (Sacramento); Sublime (2021) e Soberbo (2021) da Quinta do Canário, em Passos.

“Atualmente estamos com 19 produtores incubados em nossa vinícola. Há uma fila de espera, na qual cada produtor passa por uma triagem. Os quesitos obrigatórios são somente uvas de produção própria e um volume mínimo de 500 quilos de uva, com prioridade para produtores que estejam testando novas variedades e regiões, e dispostos a abrir espaços para uma parceria de pesquisa em sua área”, revela Filipe.

A Epamig possui várias linhas de pesquisa em vitivinicultura com o propósito de contribuir para a expansão, inovação, diversificação e melhorias na qualidade da produção vitivinícola durante o ciclo de inverno (vinhos finos) e verão (vinhos finos e de mesa). Os projetos de pesquisa são conduzidos por uma equipe de seis pesquisadores no Campo Experimental de Caldas e um no Campo Experimental Risoleta Neves, em São João del-Rei.

Fonte: André Vince (com informações da Agência Minas)

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